Relatório webshoppers primeiro semestre 2017

Ja foi publicado o relatório do webshoppers do e-Bit (já a versão em português), do primeiro semestre de 2017.

É possível baixar o conteúdo através do link Webshoppers_36 ou do site do Ebit no enredeço www.ebit.com.br/webshoppers, como está no próprio site da Ebit “Neste estudo, serão apresentados o cenário atual do mercado de e-commerce, as estimativas para 2017, bem como as mudanças de comportamento e preferências dos consumidores.”

Boa leitura e bons insights!

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O que é WMS?

O WMS, warehouse management system ou sistema de gestão de armazém. É o sistema que faz toda a gestão do CD, de todos os recursos, dos produtos etc.

Suas principais funcionalidades de operação são:

  1. Recebimento – Esse é o processo de receber produtos de parceiros/fornecedores, quando integrado ao ERP (saiba mais de ERP aqui), o recebimento pode (deveria) estar ligado à uma compra com nota fiscal.
  2. Conferência – Isso é basicamente o batimento dos itens que você combinou de receber contra o que de fato foi recebido. Esse batimento é feito geralmente com base em uma nota fiscal ou em um pedido de compra. Quando o valor não bate é necessário efetuar uma operação fiscal para correção dessa quantidade, seja uma nota fiscal de devolução quando a quantidade é menor, ou uma nota fiscal de venda para alocar os itens a mais no estoque, ou ainda em alguns casos extremos as mercadorias são todas levadas de volta…
  3. Armazenar – Aqui colocamos todos produtos no devido endereço e o WMS com sua base de dados o faz da melhor forma possível, de forma a melhorar a roteirização feita no armazém pelos que nele operam.
  4. Separação – Da mesma forma como é tratado no artigo Separação de produtos
  5. Expedição – Aqui o WMS gerencia o endereçamento dos produtos para as docas, onde os transportadores aguardam para levar os produtos ao seu destino.
  6. Inventário – É o processo de conferência do estoque, e ele pode ser feito em todo o armazém o que faz com que toda a operação do armazém fique por conta disso, ou pode ser parcialmente, onde uma parte do time da operação faz a validação enquanto outra parte do time fica focada no inventário, isso é importante para operações que não podem parar totalmente, além disso é bom para manter o time operando quando a ociosidade na operação. Seja cíclico ou total o inventário feito periodicamente permite a você identificar rapidamente rupturas e de forma pró-ativa sem afetar suas vendas.
  7. Endereçamento – Você poderá criar espaços delimitados fisicamente no seu armazém (andar, corredor, baia, nível e slot), além criar espaços virtuais, como por exemplo, você poder te um pallet ou box em um lugar determinado no armazém e determinar que todos os itens pequenos com avaria devam ser depositados ali.

Espero que esse artigo tenha contribuído no seu conhecimento.

Abs e até mais.

O que é ERP?

Muitas vezes chegamos em um projeto e temos que integrar com o ERP, receber dados de catálogo de produto do ERP, mandar pedidos para o ERP e fazer tudo quanto é comunicação com o tal do ERP! Mas, na prática o que é ERP? 

ERP é uma sigla oriunda do nome Enterprise Resource Planning que, traduzido ao pé da letra, significa “Planejamento dos recursos da empresa”. ERPs são que softwares que integram todos os dados e processos de uma organização em um único sistema.

Esses ERP’s são grandes sistemas compostos por vários módulos que tem por finalidade suportar a gestão e controlar áreas da empresas, tais como contabilidade, financeiro, fiscal, recursos humanos, logística etc., e mais do que isso como os dados estão na mesma base de dados isso dá condição ao ERP de ter os módulos integrados e de fato manter a empresa toda interligada de forma sistêmica. 

Uma grande vantagem de ter um ERP é justamente a possibilidade de diminuir softwares satélites na Operacao tecnológica. Também há ERP’s específicos para determinadas indústrias/ramos como varejo, moda, escolas, manufaturas farmacêuticas etc. 

Espero que esse artigo tenha agregado valor e conhecimento.  

Abs e até a próxima. 

Recorrência de Pagamento no e-Commerce com cartão de crédito (e um pouco de PCI)

Quantos de vocês têm curiosidade de saber como é que o Spotify, Apple, Netflix dentro outros mensalmente cobram seus clientes no cartão de crédito ou de débito e pedindo esse cartão apenas uma vez? Pois bem, aqui vou colocar algumas abordagens que permitem que essa operação seja feita e de forma segura (tanto para o prestador de serviço quanto para o cliente).

É necessário guardarmos dados do cliente dentro da plataforma e efetuando a cobrança de forma automática, é aqui que temos que levar em consideração detalhes de infraestrutura e desenvolvimento do sistema.

 

Desenvolvimento de software/produto segundo padrão PCI DSS

Há 12 regras/requerimentos que devem ser seguidos quando uma solução precisa seguir os requerimentos do PCI DSS, são elas:

  1. Instalar e manter um firewall para proteger dados de cartão de crédito.
  2. Não utilizar senhas padrão ou outras configurações de segurança dos softwares utilizados.
  3. Proteger dados de cartões de crédito armazenados.
  4. Utilizar criptografia na transmissão de dados de cartões de crédito, manter um programa de Gerenciamento de Vulnerabilidades.
  5. Utilizar regularmente programas anti-vírus.
  6. Desenvolver e manter sistemas e aplicações seguras, implementar um forte controle de acesso.
  7. Restringir acesso a dados de cartões de crédito por negócio e por pessoas que realmente precisam acessá-los.
  8. Designar um único ID para cada usuário da rede e sistemas.
  9. Restringir acesso físico aos dados de cartão de crédito, testar e monitorar a rede regularmente.
  10. Rastrear e monitorar todos os acessos à rede e dados de cartões de crédito.
  11. Testar a segurança de sistemas e processos regularmente, manter um programa de Gerenciamento de Vulnerabilidades.
  12. Manter uma política que enderece informações de segurança.

Não se engane pensando que esses requerimentos são aplicados somente ao software da solução, pois quando você lê o Guia Rápido do PCI DSS fica claro que o hardware também deve ser específico para suportar a operação.

 

Terceirizando a solução

Uma proposição para solução é gravar os dados do cartão dentro de um gateway de pagamento (que por sua vez já deve seguir todas as regas do PCI, portanto o prestador do serviço também já garantiria isso).

Aqui há uma proposição de arquitetura de infraestrutura que a AWS deixou disponível em seu site através do link PCI DSS Compliance on AWS, que está logo abaixo:

pci-on-aws-architecture.png

Talvez seja uma solução muito robusta e complexa para ser mantida por vendedor de serviços ou um varejista.

 

Utilize um gateway de pagamento

Aqui a solução fica bem mais fácil, basicamente vamos guardar os dados dos cartões dos nossos clientes dentro do gateway de pgamento, exatamente da mesma forma como fazemos quando utilizamos a solução de one-click-buy, gravamos um token dentro de nossa plataforma de eCommerce  e apenas passamos o mesmo para o gateway com a requisição de transação.

Aqui tem uma forma que o PayPal sugere para fazer pagamento recorrente, é bem parecido com o que vemos de integração com gateway de pagamento.

RecurringPaymentsFlowUX

Aqui temos temos uma fluxo simples que demonstra que, após ter o dados do cartão gravados na base de dados (qualquer que seja ela), basta ter um agendamento para fazer a requisição da transação novamente.

flow-recurring-payments

Quem é responsável pelas normas do PCI?

É a PCI Security Standards Council que faz a administração dos padrões de segurança do pagamentos de cartão, padrão também conhecido como PCI DSS. Esse órgão foi fundado por instituições como American Express, Discover Financial Services, JCB International, MasterCard Worldwide e Visa Inc.

Quem deve estar dentro desse padrão PCI DSS?

TODAS as empresas que transacionam, armazenam e processam dados do titulas do cartão (CHD – Card Holder Data/Dados do titular do cartão) ou dados que dependem de autenticação (SAD – Sensitive Authentication Data/Dados de autenticação sensíveis), se encaixam nesse perfil varejistas, comerciantes, processadores, compradores, emissores e provedores de serviços.

Bom, espero que isso esse material tenha agregado conhecimento a vocês. Até a próxima!

Referências

https://aws.amazon.com/pt/compliance/pci-dss-level-1-faqs/

https://www.pcisecuritystandards.org/

https://www.pcisecuritystandards.org/pci_security/glossary

https://www.pcisecuritystandards.org/pdfs/pci_ssc_quick_guide.pdf

https://developer.paypal.com/docs/classic/express-checkout/integration-guide/ECRecurringPayments/

http://paylane.com/recurring-payments/

Separação de produtos

Bom pessoal, dando continuidade ao que ocorre na operação de um eCommerce, vou falar agora do ponto de separação de produtos.

Basicamente os produtos eleitos na Geração de onda serão separados agora, cada separador/picker terá uma lista de produtos que deverá buscar no armazém. O processo é relativamente simples: ir até um endereço no armazém (geralmente o armazém é dividido em:

Divisão de um layout de armazém

  1. Andar – Há muitos armazéns com apenas um andar, então não utilizam essa característica
  2. Corredor – São as “ruas” do armazém
  3. Baia – Em uma comparação com a cidade seriam os números das residências
  4. Nível – A altura da baia
  5. Slot – Dentro no nível, isso é como uma subdivisão no nível

Estrutura do código de barras do endereço

E essa mesma estrutura é utilizada para fazer o endereço do item também é utilizada como a etiqueta para guardar os itens, conforme abaixo:

wmsbarcodesample.PNG

E mais do que isso, quando o separador vai em busca dos produtos o WMS cria uma rota para ele, para que a separação seja mais efetiva, e obviamente utiliza os dados de endereçamento dos itens.

Layout/Mapa de Armazém

Abaixo segue um exemplo de layout/mapa de armazém:

Warehousing_layout_example.jpg

Processo de separação

De forma resumida o que o separador faz aqui é:

  1. Pegar a lista de separação de produtos, bem como sua rota;
  2. Seguir o roteiro fazendo a leitura do código de barras dos itens e pegando os mesmo de cada endereço;
  3. Colocar todos esses itens em uma área de consolidação pré-faturamento.

Essa é uma visão simplificada do processo, pois, há operações nas quais os separadores colocam os itens em uma área de pré-consolidação em pontos do corredores e outros separadores levam esses itens para a área de consolidação. Há casos nos quais robôs e esteiras fazem a separação.

Abs e até a próxima!

Referências

How to layout your warehouse?

How to map and label your eCommerce warehouse

Geração de onda

Bom pessoal, agora vamos falar de um assunto que muitos passam batido, porém com algum conhecimento do assunto a vida dentro da operação no CD ficará muito melhor.

No começo de toda operação pequena, as ondas são feitas basicamente na ordem de chegada dos pedidos, ou seja, quase que FIFO, mas, conforme a operação cresce, ou em caso de operações que já nascem grandes, é muito importante ter claro a estratégia de geração de ondas para separação.

Você deve se lembrar que quando há Envio das entregas do pedido para a operação CD algumas variáveis são enviadas dentro desse pedido, e a estratégia da separação de produtos começa justamente nesse ponto.

Um dos principais critérios de separação da onda é a transportadora, pois, dessa forma você ganha eficiência para colocar a maior quantidade de pedidos separados em uma doca de um única vez e já faz o envio das entregas para os clientes.

Outro critério muito utilizado é por categoria dos produtos (eletrônicos, eletrodomésticos, instrumentos musicais), pois há forma específica de tratar algumas categoria.

Outra é fazendo a separação por PAR (Produto de Alto Risco), nesse caso todos os produtos dessa área são separados para serem faturados (smartphones, tablets, jóias etc.).

Outra modalidade que vi bastante é gerar onda por pedido mono item (quando há apenas um item na entrega) e multi item (quando há mais de um item na entrega), isso faz sentido quando você pensa na consolidação dos pedidos antes do faturamento.

O tempo limite de entrega também é muito importante para ser considerado, pois, aqui você antecipa as entregas dos clientes que podem estar próximas de sofrer algum atraso.

Agora, há casos nos quais você poder flags especiais para a onda, como por exemplo “Reclame Aqui, “Consumidor.gov”, “Prioridade” etc., de acordo com sua necessidade, mas o que eu mais vi foram essas mesmas. E sempre de acordo com  que faz sentido para a operação.

Por cubagem (dimensões e tamanho do produto), geralmente o pessoal chama de “Leve” e “Pesado”.

Ainda temos mais alguns critérios, e no final do dia acabamos mesclando esses critérios, tudo bem busca da melhor performance da operação para o melhor atendimento do cliente.

Espero que você tenha gostado. Deixe seu comentário!

Abs e até a próxima!

Formação do time – apresentação

Aqui quero falar de uma coisa que é o que acontece em todos os projetos, a formação do time. Mas, antes de entrar em mais detalhes gostaria de falar do Modelo de Tuckman (que minha coach Roberta Ribas me ensinou).

Olhe para a figura abaixo:

Modelo_de_Tuckman

Vou colocar exatamente o que está no Wikipedia sobre o assunto, leia:

 

  1. Forming (Formação): Identificação das metas. Caracterizada por um grande entusiasmo e baixos níveis de competências. Nesta etapa ocorre a formação do grupo, são as condições necessárias para que um indivíduo se integre ao grupo: compartilhar metas, tarefas e abordagens no trabalho, se identificar com os outros indivíduos e se sentir parte do grupo. Segundo Tuckman (1965) [2], durante a formação o papel do líder é importante para estabelecimento de relações de dependência com o líder, com o grupo e com normas preexistentes; pode-se dizer que a orientação, ensaios e dependências constituem o processo de formação do grupo.
  2. Storming (Confrontação): Definição das responsabilidades de cada membro. Caracterizada por baixo entusiasmo e níveis de competências. Nesta etapa pouco trabalho é realizado, já que as metas estão definidas, porém os papéis e responsabilidades de cada membro do grupo ainda não, surgindo assim vários conflitos até estas definições.
  3. Norming (Normatização): Definição do processo de trabalho. Caracterizada por aumento de entusiasmo e níveis de competências, aqui o grupo começa a ganhar sua identidade. Aqui existem menos conflitos, já que os membros se conhecem melhor e respeitam suas habilidades. A atuação do líder é essencial para a definição do processo de trabalho e formas de realizar as tarefas. Os processos devem ser adequados aos papéis, anteriormente definidos de acordo com as habilidades de cada um e das metas que originaram o grupo.
  4. Performing (Atuação): Alta produtividade, execução e melhoria do processo. Caracterizada por entusiasmo e níveis de competências altos. Os membros do grupo já entraram em acordo com as metas, processos, papéis, responsabilidades e estilo de trabalho. A necessidade de supervisão é pequena, porque o grupo já consegue produzir e reagir às mudanças por conta própria. A geração de acordos é fruto da confiança, resultando em membros altamente motivados para o trabalho aliado a uma produtividade alta, e juntamente com a cooperação. As regras do grupo estão mais flexíveis e funcionais, a identidade está muito bem definida, há sentimento de orgulho em pertencer ao grupo e lealdade entre os membros.
  5. Adjourning (Dissolução): Fim do processo. Caracterizada pela finalização do processo, seja pela conclusão da tarefa ou desistência do grupo. Este estágio é marcado pelo reconhecimento do grupo com as tarefas e separação dos indivíduos.

Agora vou destacar o que a primeira etapa, a formação do time. Nesse momento muitos líderes não sabem como apresentar as pessoas, como deixá-las a vontade. Uma boa forma de fazer isso é utilizando uma apresentação com todas as pessoas do time, onde cada uma faz uma pequena apresentação sobre si, e se apresenta para os outros. No meu caso eu sempre faço com uma apresentação, e é claro que isso não é obrigatório, porém eu sugiro a todos os líderes que façam isso, e vou além, a minha apresentação tem 4 etapas:

  1. Quem você é: Nome, apelido, telefone, redes sociais;
  2. Conteúdo: Capacidades, conhecimentos, experiências;
  3. Objetivo: Metas para o projeto, qualidades a serem adquiridas;
  4. Hobbies: Basicamente fora do trabalho.

Após esse tipo de reunião geralmente fica mais fácil de mapear pontos como:

  1. O que o time precisa estudar;
  2. Quais tem menor conhecimento;
  3. Quais são mais experientes;
  4. Até mesmo os que têm maior e menor influência no time.

Eu costumo chamar essa dinâmica de “marketing of skills”, eu ouvi esse termo alguns anos atrás em algum vídeo de algum evangelista de ágil (sorry, não lembro o nome e nem o vídeo). E sempre que o time muda isso é necessário na minha visão.

Abaixo tem o modelo de uma apresentação que fiz com meu time atual, espera que seja uma boa referência e que você possa fazer esse alinhamento de formação do time mais rápido.

Abs e até a próxima!

Referências

https://pt.wikipedia.org/wiki/Modelo_de_Tuckman